Thursday, September 28, 2006

International

Schwarzenegger promulga lei contra gases com efeito de estufa

E como toda a regra tem a sua excepção...foi preciso ser um estrangeiro eleito pelo povo americano a tomar as primeiras decisões não só contra a onda americana...mas também contra as decisões tomadas por norma pelo partido que representa, que para os mais esquecidos ou sem conhecimento...é o mesmo do actual presidente George Bush. Aqui fica a noticia:

"O governador republicano da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, promulgou quarta-feira a lei sobre a redução dos gases com efeito de estufa, a primeira nos Estados Unidos a lutar contra as alterações climáticas.

«Começamos uma nova e ambiciosa era de protecção do ambiente aqui na Califórnia para mudar o curso da história», afirmou Schwarzenegger, durante uma conferência de imprensa em São Francisco.

«É qualquer coisa que devemos aos nossos filhos e que devemos aos nossos netos. Podemos salvar o nosso planeta e estimular a nossa economia ao mesmo tempo», acrescentou o antigo herói de Hollywood, que se candidata a um segundo mandato nas eleições de Novembro.

A nova lei, fruto de uma negociação entre a maioria democrata do parlamento e o governador republicano, visa reduzir em 25% as emissões de dióxido de carbono antes de 2020 na Califórnia, o Estado norte-americano mais povoado e 12º emissor de gás carbónico do Mundo.

«Isto terá um eco positivo no Mundo (...). É uma situação que permite salvaguardar o futuro do planeta e tornar a nossa economia forte de forma duradoura», referiu o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, que falou por ligação satélite durante a conferência de imprensa.

Blair pediu aos Estados Unidos e a outros países que ainda não assinaram o protocolo de Quioto a juntarem-se ao movimento geral.

A Califórnia é o primeiro Estado dos Estados Unidos a comprometer-se a reduzir as emissões de gás com efeito de estufa, conforme exige o protocolo de Quioto.

Os Estados Unidos, responsáveis por 25% das emissões mundiais de gás com efeito de estufa, não ratificaram o texto concluído em 1997 e que entrou em vigor em 2005.

O presidente norte-americano, George W. Bush, entende que as exigências apresentadas pelo tratado internacional ameaçam as indústrias do seu país."

28Set2006 in Diário Digital / Lusa

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